• Adriana Dias Titton

Descobrindo sobre nosso corpo: a FÁSCIA


Atualmente, a fáscia tornou-se foco de grande interesse de pesquisas e métodos de intervenção manuais e/ou com uso de instrumentos para aliviar diversos tipos de dores e desconfortos físicos. Apesar deste destaque recebido hoje, o estudo da fáscia já data de algumas décadas, como pode ser comprovado pelo capítulo "Fáscia - órgão de sustentação", que Ida P. Rolf incluiu no seu livro "Rolfing: a integração das estruturas humanas", publicado pela primeira vez em 1977.


Que tal descobrirmos um pouco mais sobre esse tecido fundamental do nosso corpo, responsável, entre outras coisas, pela nossa organização e estrutura corporal? Em reconhecimento às descobertas e pioneirismo de Ida P. Rolf nessa área, transcrevemos abaixo trechos de seu livro, citado acima.


"A fáscia é um dos vários grupos de tecido conjuntivo. As especificações da palavra são frequentemente obscuras, especialmente para o leigo. Isso é compreensível, pois comparando-se com outros sistemas, tem sido publicada relativamente pouca informação de interesse do leigo sobre esse importante mecanismo de sustentação.


(...) A economia do corpo requer o uso de vários tipos de tecido conjuntivo. Todos são basicamente estruturados a partir de colágeno e construídos das mesmas unidades, mas em proporções diferentes. Desses, o tecido conjuntivo areolar (ou frouxo) é o mais extensível, o mais elástico, e o mais amplamente distribuído. Suas fibras entrelaçam-se em todas as direções. A gordura do corpo é depositada e estocada nesse tipo de tecido. É uma parte fundamental do metabolismo da água do corpo e o mecanismo através do qual o corpo conduz e distribui os fluidos. Pode até ser usado como material de acondicionamento entre os órgãos.


O tecido fibroso branco desenvolve-se onde as situações exigem tensão. É, portanto, necessariamente mais rígido, menos elástico. A maior rigidez é decorrente da maneira de disposição das fibras, neste tecido dispostas em feixes paralelos. Quando ele liga um osso ao outro e limita os movimentos, é chamado de ligamento; quando une um músculo a um osso ou cartilagem, é chamado de aponeurose ou tendão. O tecido fibroso branco também pode formar bainhas fasciais densas como a fáscia lata.


(...) Os tecidos conjuntivos, particularmente a fáscia, estão em estado de organização contínuo. O permanente intercâmbio metabólico que se torna possível pela relação íntima da fáscia com o metabolismo da água permite a reorganização estrutural.


(...) Há vários tipos de camadas fasciais. A fáscia superficial é um tecido fibroareolar que contém a maior parte das gorduras do corpo (calculada em 30 por cento do corpo na mulher). Ela pode esticar-se em qualquer direção e ajustar-se rapidamente a tensões de todos os tipos. A fáscia profunda é uma camada mais densa. No corpo saudável, sua cobertura lisa permite que as estruturas vizinhas deslizem umas sobre as outras. Todavia, depois de doenças inflamatórias ou processos traumáticos, as camadas aderem umas às outras - elas parecem estar 'coladas'. Elas não deslizam mais, mas fazem com que as camadas adjacentes sejam repuxadas umas sobre as outras, contribuindo assim para a exaustão geral e tensão. (...)"

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