• Adriana Dias Titton

Como se forma um Rolfista™?



Uma vez, um dos meus professores definiu o processo de formação do Rolfing® Integração Estrutural *como sendo um processo essencialmente de transmissão oral. E é mesmo! Claro que, por ser um trabalho corporal, utiliza conhecimento, estudos e pesquisas provenientes de várias áreas do conhecimento, mas a forma como isso tudo é transmitido de forma a poder ser assimilado dentro dos princípios e método do Rolfing® IE é essencialmente um processo vivencial. Na época em que a Dra. Ida P. Rolf ensinava a seus alunos, o aprendizado acontecia a partir do acompanhamento presencial de suas sessões. Só mais tarde, com o intuito de sistematizar o processo de forma que pudesse ser ensinado sem perder sua essência, é que um grupo de alunos extraiu da prática da Dra. Ida um conjunto de princípios que continuam a ser ensinados.


Na prática, o processo de formação de um novo Rolfista™ é bastante aprofundado e complexo. Não é exigida formação prévia na área de Saúde, pois a formação específica no método contempla todo o conteúdo necessário e, além disso, como a abordagem do Rolfing® IE considera os vários aspectos do ser humano (estrutural, funcional, cognitivo/mental, emocional, espiritual) a bagagem pessoal e profissional de diferentes áreas trazidas por aqueles que iniciam a formação enriquece o aprendizado e dá um toque especial/particular ao jeito de ser de cada Rolfista™.

Quando não temos essa formação prévia na área da Saúde (como no meu caso, que cursei Psicologia na área de Humanas), iniciamos o 1º ano de formação fazendo o chamado “Cadeiras Básicas”, em que aprendemos o conteúdo necessário de Anatomia, Fisiologia e Cinesiologia (quando fiz, além dos módulos na ABR – Associação Brasileira de Rolfing®, tivemos também aulas na Unifesp – Escola Paulista de Medicina, o que foi um enorme privilégio, pois me permitiu descobrir o complexo e impressionantemente sábio funcionamento do nosso organismo que me levaram, desde então, a olhar cada corpo com enorme admiração!).


No 2º ano, aprendemos a técnica de “Liberação Miofascial” com suas diferentes qualidades de toque que nos permitem identificar as regiões no corpo que necessitam de trabalho para ajudar o tecido conjuntivo a liberar suas restrições, e abordamos questões sobre a “Relação Terapêutica” (que, pelo fato de eu já ter formação e experiência profissional em Psicologia, foi um tema familiar, mas enriquecido pela sensibilidade de como estabelecer um contato e uma relação com o corpo do outro, a partir de nosso próprio corpo).


No 3º ano, aprendemos os princípios e método Rolfing® IE, sessão por sessão, de uma forma muito especial: vivenciando o processo como clientes e terapeutas de nossos colegas de classe (juntamente com todo o conhecimento específico de anatomia, cinesiologia e outros aspectos específicos de cada sessão) e, assim, incorporando o aprendizado e fazendo descobertas incríveis sobre nossos próprios corpos e jeitos de ser! E realmente isso não poderia ser diferente – pois aquilo que não conseguimos perceber em nós mesmos não conseguimos perceber no outro. Então, para nos tornarmos bons terapeutas, precisamos aumentar nossa consciência sobre nós mesmos e, nessa medida, estaremos em melhores condições para contribuir para o processo das pessoas que virão nos procurar.


O 4º ano é uma consolidação deste aprendizado: revisamos os princípios e método novamente sessão por sessão, ao mesmo tempo em que atendemos pessoas que buscam a ABR para receber as sessões. Então, após esses 4 anos de formação intensa, recebemos nossa certificação inicial como Rolfistas™ Estruturais e de Movimento - é, porque quanto mais trabalhamos, mais aprendemos a aprofundamos nossa compreensão sobre nós e sobre como auxiliar os outros em seus próprios processos – e esse é um desenvolvimento para a vida toda! 

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