• Adriana Dias Titton

Como posso saber como está o alinhamento do meu corpo?

Atualizado: 6 de Fev de 2019



No texto “Nossa postura e o alinhamento do nosso corpo são modificáveis?”, comentei sobre uma forma de avaliação corporal que tenho utilizado com meus clientes que tem se mostrado um momento significativo de descobertas da pessoa em relação a sua postura e organização do seu corpo.

Você pode experimentar fazer esse tipo de investigação sozinho(a) e descobrir mais sobre o alinhamento do seu corpo – quer experimentar?


Para começar, fique com o mínimo de roupa possível e pés descalços, de forma que você possa enxergar seu corpo e suas articulações. Se tiver um espelho a sua frente, que te permita se enxergar de corpo inteiro, pode ser também de grande ajuda.


Estando de pé, parado, observe os seus PÉS:

- Seus dedos estão alongados e em contato com o chão, ou curvados ou levantados, quase tem tocar o solo?

- Você sente o peso do seu corpo mais presente nos seus calcanhares, ou mais na frente dos pés, ou mais nas laterais, ou distribuído em diferentes pontos na planta dos pés?

- Observando os arcos dos seus pés, você diria que tem pés “chatos” (a sola toca por inteiro o chão), pés bastante arqueados (com “peito do pé alto”) ou pés com uma curvatura leve?

- Os dedos dos seus pés estão alinhados para frente, ou apontam um pouco para fora ou um pouco para dentro?

- Seus pés direito e esquerdo são semelhantes nas características acima, ou há diferenças entre eles?

A forma como usamos o apoio dos nosso pés no chão impacta a organização de todo o resto do nosso corpo (ao mesmo tempo em que é impactado por ela), a sensação de firmeza e segurança que sentimos na posição de pé e ao caminhar, bem como nossa capacidade de nos adaptar aos diferentes terrenos. Como estamos acostumados a estar de sapatos o tempo todo, acabamos conhecendo pouco sobre essa parte tão fundamental do nosso corpo: nossos pés!


Agora, observe o ALINHAMENTO entre seus PÉS, TORNOZELOS, PERNAS, JOELHOS e COXAS:

- Eles estão todos alinhados, voltados para frente, como cubinhos de um jogo bem empilhados e equilibrados?

- Ou apresentam algum tipo de desvio, em algum ponto – por exemplo: pernas para frente mas pontas dos pés para fora, ou pontas dos pés para frente e joelhos para dentro, para citar apenas algumas possibilidades – como cubinhos de um jogo um pouco torcidos e com equilíbrio instável?

- Se você experimentar se equilibrar por alguns segundos sobre uma das pernas e depois sobre a outra, há alguma delas em que a sensação de equilíbrio e estabilidade é maior do que da outra?

- Quando você está parado, seus joelhos ficam travados para trás ou ficam livres para o movimento?

Quanto maior o desalinhamento entre esses vários segmentos, maior a instabilidade e risco de sobrecarga e lesão em alguma parte das articulações (e aí surgem as dores em diferentes partes dos pés, joelhos, pernas, etc.). Além disso, desalinhamentos nos membros inferiores impactam a posição da nossa bacia que, por sua vez, afeta a sustentação do restante do corpo (por isso, um desconforto e tensão na região lombar, por exemplo, pode estar relacionada à falta de um melhor alinhamento das pernas).


Observe agora seu TRONCO:

- Você sente desconforto em algum ponto ao longo da sua coluna – desde a base do sacro, na bacia, até a base do crânio?

- Visualizando uma linha imaginária que passa pelo meio do seu corpo, você percebe que a maior parte do seu tronco fica para a frente dessa linha, ou para trás, ou há um equilíbrio frente/trás?

É comum termos pequenas torsões no nosso tronco e desequilíbrios nessa relação frente/trás. O impacto disso aparecerá na organização da nossa bacia (e, consequentemente, de nosso membros inferiores) e coluna, que passa a ter algumas de suas curvaturas acentuadas, com surgimento de inclinações e compressões. E aí, com o tempo, surgem as hérnias, discopatias, desvios de coluna, dores, travamento de coluna diante de uma sobrecarga, etc.


E os BRAÇOS, OMBROS, PESCOÇO e CABEÇA?

- Seu pescoço e cabeça são continuidade da sua coluna, ou tendem a ficar muito para frente (às vezes fazendo surgir uma corcova no alto das costas) ou retificados para trás (às vezes formando uma papada em baixo do queixo)?

- Quando você movimenta sua cabeça lentamente para um lado e para o outro, a amplitude de movimento é a mesma para cada um dos dois lados ou é mais fácil girar a cabeça para um lado do que para o outro? E quando você faz esse movimento, a cabeça está livre para girar ou carrega um pouco os ombros junto?

- Seus ombros e braços se posicionam mais ao lado do corpo ou os ombros tendem a se fechar para frente, levando os braços junto?


Nossa atitude perante as pessoas e situações se expressa em nossos movimentos e também na forma do nosso corpo, em especial dessa região de tronco, braços, ombros, pescoço e cabeça. Descobrir mais sobre nossos padrões nessas regiões significa descobrir mais sobre nosso jeito de ser.

Todas as características que você pode descobrir em você ao longo dessa breve investigação, contam um pouco da sua história: da sua genética, dos seus hábitos, das suas atitudes, dos seus padrões familiares e culturais que se manifestam em você e que vão esculpindo ao longo dos anos a forma do seu corpo. 


E como se lida com essa individualidade no Rolfing® Integração Estrutural? Ao longo das sessões, cliente e terapeuta vão aprofundando suas descobertas sobre os padrões de alinhamento, movimento do corpo e atitude do cliente e sua relação com seus objetivos para as sessões, ao mesmo tempo em que o trabalho com o toque no tecido conjuntivo, o exercício de autopercepção e a exploração de novas possibilidades para executar os movimentos cotidianos possibilitam que a pessoa aumente o nível de organização e alinhamento de seu corpo e de consciência sobre si, respeitando sua individualidade, seu jeito de ser e suas escolhas.

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