• Adriana Dias Titton

"Caminhos do corpo": como escolher o mais adequado para as minhas necessidades?



Massagens diversas, Terapia Crâniossacral, Rolfing® Integração Estrutural, Integração Postural, Técnica Alexander, Eutonia, Método Feldenkrais, Pilates, Continuum, Shiatsu, Ayurveda, Reflexologia, Reiki, Meditação, Artes Marciais, Pilates, Yoga, RPG. Essa é uma pequena lista dos muitos caminhos corporais desenvolvidos ao longo da história do ser humano. E não poderia ser diferente! Diante da complexidade do nosso corpo, somada à singularidade da experiência de cada pessoa com seu próprio corpo, muitos caminhos interessantes foram surgindo. Diante de tantas possibilidades, como fazer, então, para escolher os melhores caminhos para si?

No livro “Descubra a sabedoria do seu corpo” (Cultrix), Mirka Knaster ajuda o leitor oferecendo diversos referenciais para categorizar as várias práticas corporais, estimulando que cada um faça suas próprias experiências e descubra o que faz mais sentido para si e para seu corpo.

Em termos de amplitude, por exemplo, a autora explicita que as práticas podem ter seu foco no relaxamento, na correção ou no holismo. Essa é uma diferenciação importante porque “cada uma dessas perspectivas representa uma lente diferente, através da qual o terapeuta vê o corpo e trabalha com ele. Elas não se excluem: são inter-relacionadas, assim como o corpo, a mente, as emoções e o espírito”.


No RELAXAMENTO, “A meta da sessão é proporcionar, por meio do toque, uma experiência relaxante, redutora do stress, agradável e sensual (mas não sexual). (...) As terapias com ênfase na CORREÇÃO têm como objetivo o alívio da dor e a correção da disfunção. (...) Na perspectiva HOLÍSTICA, todas as partes do corpo e todos os aspectos do ser estão ligados entre si e se influenciam mutuamente. (...) Apesar de não ser este seu objetivo direto, a abordagem holística acaba trazendo, como efeitos secundários, relaxamento e correção. Os terapeutas holísticos chegam a esse resultado pelo equilíbrio de um sistema do corpo”. Se você está em busca de um trabalho corporal, você consegue identificar qual desses 3 focos é o mais significativo para você nesse momento?


Outra forma de categorizar as diversas abordagens, organizada pela autora com base em suas experiências e informações sobre os próprios sistemas, é a subdivisão em modelos e categorias. Há as categorias do MODELO OCIDENTAL, focadas na estrutura e função, cuja base é a anatomia e a fisiologia - são elas: massagem tradicional e terapias contemporâneas, abordagens estruturais, abordagens funcionais e artes ocidentais do movimento. Por sua vez, há as categorias do MODELO ORIENTAL, focadas na energia, cuja base são os campos, linhas, fluxos e canais de energia - são elas: tradição chinesa, tradição japonesa, tradição indiana, outros sistemas energéticos e artes orientais do movimento. A autora descreve ainda os SISTEMAS DE CONVERGÊNCIA, que buscam a integração do Físico/Emocional. Segue uma breve explicação sobre essas diferentes categorias, nas palavras de Mirka Knaster:


ABORDAGENS ESTRUTURAIS: “Como criaturas de duas pernas, nós, os seres humanos, temos uma experiência única e diferente daquela dos animais quadrúpedes: a postura vertical. Nossa cabeça se ergue aos céus, enquanto os pés nos ligam à terra. (...) Para funcionar com eficácia, mantendo com facilidade essa orientação vertical, é preciso (...) estar em alinhamento com a gravidade. É esse o objetivo desses terapeutas: organizar ou reorganizar a estrutura para que a força da gravidade flua através dela. Como resultado, esse processo permite que você realize o potencial psicológico, espiritual e físico que existe latente, mas restrito, dentro de você." Nesta categoria enquadram-se o Rolfing® Integração Estrutural, Integração Postural, Liberação Miofascial, entre outros.


ABORDAGENS FUNCIONAIS: "Enquanto a estrutura está relacionada com a disposição ou organização das partes e com a sua relação entre si, a função relaciona-se com o uso desse conjunto – com o modo como cada um de nós opera ou movimenta a sua estrutura. (...) Funcionar eficazmente significa usar a quantidade certa ou econômica – nem mais nem menos – de esforço e energia em qualquer atividade, assim como a organização correta de padrões de movimento e partes do corpo." Nesta categoria enquadram-se Rolfing® Movimento, Técnica Alexander, Eutonia, Consciência Sensorial, Método Feldenkrais, entre outros.


ARTES OCIDENTAIS DO MOVIMENTO: "As artes do movimento e os caminhos funcionais concentram-se na perda de padrões habituais que limitam os movimentos e o pensamento. São processos educativos, uma forma de autoconhecimento e de expansão das possibilidades. (...) Você aprende a se movimentar a partir do interior do corpo, e não a partir de uma imagem externa, passando, assim, a se movimentar no próprio ritmo, sem forçar nem provocar tensões. Você pode usar essas artes como ferramentas para descobrir quem você é."Nesta categoria enquadram-se 5Rhythms, Laban-Bartenieff, Pilates, Continuum, Consciência Cinética, entre outros.


ENERGIA ORIENTAL: "No Oriente, energia é a 'força vital', ou 'energia vital', chamada chi (qi em chinês e ki em japonês). É o elemento ou qualidade que distingue a vida da morte, o animado do inanimado. (...) Os sistemas de cura baseados na energia estimulam ou ativam o movimento da força vital." Nesta categoria enquadram-se Massagem Chinesa/Acupressão, Shiatsu, Ayurveda, Massagem Tailandesa, Reflexologia, Reiki, entre outros.


ARTES ORIENTAIS DO MOVIMENTO: "O elemento mais importante é sua participação ativa, pois é você mesmo que move e controla o chi, fazendo com que sua energia vital flua livremente pelo corpo. E, ao fazer isso – ou seja, ao tornar-se sensível à própria energia - , você aprende também a interpretar ou sentir a energia dos outros." Nesta categoria enquadram-se Chi Kung, T'ai Chi Chuan, Aikidô, Karatê, Yoga, entre outros.


SISTEMAS DE CONVERGÊNCIA: "Nos sistemas de convergência, o trabalho com o corpo e com as emoções convergem, como cursos d’água que se juntam.” Nesta categoria enquadram-se Focalização, Experiência Somática, entre outros.


E, nesse universo de práticas corporais, onde se encontra o Rolfing® IE? Seu foco é HOLÍSTICO e sua abordagem essencialmente ESTRUTURAL. Contudo, ao longo de sua história, que se mantém muito viva, em desenvolvimento e expansão a partir da comunidade internacional de Rolfistas™ associada ao RISI – Rolfing Institute of Structural Integration, abordagens complementares têm se tornado parte da prática desses profissionais. Algumas delas são: Rolfing® Movement (funcional), Sourcepoint Therapy® (energética) e Experiência Somática (físico/emocional).


Perceber o que seu corpo precisa e encontrar uma abordagem cujo foco está alinhado com essa necessidade é fundamental para que o trabalho traga satisfação, mas isso não é tudo. É, acima de tudo, a combinação do método, do relacionamento com o terapeuta, da abordagem feita por ele/ela e do seu nível de abertura, disposição e envolvimento que produzirão os resultados

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