• Adriana Dias Titton

Rolfing® Integração Estrutural* e a saúde da nossa coluna



Estou aqui pensando se costumamos falar sobre a “coluna saudável”, e me dei conta de que não. Geralmente, o assunto “coluna” surge quando há algum problema, desconforto ou dor – o que acontece com grande parte da população, seja de forma mais intensa ou menos. Sinal de que esta é uma parte do nosso corpo bastante suscetível e delicada.


Quais seriam alguns dos indicadores, então, de que nossa coluna está “saudável” (e, à medida que você lê os itens abaixo, que tal ir explorando esses sinais no seu próprio corpo? Pode ser uma forma de descobrir mais sobre sua saúde!)?


- Ela possui espaço suficiente no seu interior para acomodar a medula e entre as vértebras para dar passagem aos nervos que se dirigem para os vários segmentos do corpo, sem compressões ou pinçamentos.


- Ela possui suas curvaturas naturais, sem excessos, retificações ou irregularidades na posição das vértebras: lordose na região cervical (que vai da base do crânio até a base do pescoço), cifose na região torácica (que vai da base do pescoço, onde temos as 1ªs costelas, até as últimas costelas), lordose na região lombar (que vai da altura das últimas costelas até o sacro) e cifose na região do sacro e cóccix.

- Suas curvas naturais aparecem suaves na superfície das costas, ou seja, nossas costas são como uma “planície” com ondulações suaves, ao invés de um “terreno acidentado”, com “vales profundos” (regiões em que as vértebras se mostram mais “afundadas”, com a musculatura ao redor mais tensa e saliente) ou “picos” (regiões em que as vértebras formam corcovas, sobre as quais se forma um acúmulo de tecido).


- Ela possui mobilidade nos diferentes segmentos, possibilitando diferentes tipos de movimento: movimento em espiral (movimento que surge ao longo de toda a coluna durante a caminhada, por exemplo), rotação (movimento que possui maior amplitude na região cervical, quando movemos a cabeça da direita para a esquerda, e vice-versa), inclinação lateral para direita e para esquerda (movimento que possui maior amplitude na região torácica, respeitando os limites permitidos pelas costelas), flexão e extensão (que correspondem aos movimentos de enrolar a coluna para frente e para trás, respectivamente, cuja maior amplitude acontece na região lombar) e nutação/contranutação (que são os pequenos movimentos do sacro em relação aos demais ossos da pelve, de difícil percepção para nós, no cotidiano, e que estão notadamente presentes durante o processo de parto natural, para a passagem do bebê).


- Ela possui uma relação harmoniosa com as costelas (conectadas às vértebras torácicas por meio de várias articulações), permitindo que as costelas façam seus movimentos naturais, necessários para a expansão da caixa torácica durante nosso processo de respiração.


- Ela está integrada com a parte inferior e superior do nosso corpo (cintura pélvica e membros inferiores; cintura escapular, membros superiores e cabeça), tornando nossos movimentos fluidos, harmoniosos e eficientes.


Por meio dessa breve exploração, vamos descobrindo que a saúde da nossa coluna está relacionada a aspectos inerentes a sua própria estrutura, mas também a sua integração com outros elementos do nosso organismo. Portanto, a saúde da nossa coluna impacta também a saúde dos movimentos do nosso corpo, das nossas vísceras, da nossa respiração, do nosso sistema nervoso, entre outros.


Ao mesmo tempo em que a coluna é um elemento fundamental para a saúde geral do nosso corpo, porque impacta vários outros sistemas, como vimos acima, ela também é delicada e suscetível, porque seu equilíbrio pode ser prejudicado por muitos eventos comuns do nosso cotidiano, provocando desconfortos, dores e até lesões: quedas (pequenas, como escorregar e cair sentado, ou grandes), acidentes de carro (pequenos ou grandes), eventos emocionais, padrões de postura (a forma como “descansamos” de pé, sentados, diante do computador, usando celular, carregando bolsa ou mochila, etc.), nosso padrão de respiração, nossa atitude frente à vida (que tem sempre uma expressão própria no nosso corpo), etc.


De que forma, então, o Rolfing® IE pode contribuir para a saúde da nossa coluna? As diversas ferramentas utilizadas pelo terapeuta nas sessões permitem melhorar o nível de organização da coluna do cliente e de sua integração com o restante do corpo por meio de uma melhor diferenciação e organização das camadas miofasciais (“roupa miofascial” que envolve nosso esqueleto e que dá sustentação ao nosso corpo por meio do equilíbrio de tensões) e maior consciência dos padrões posturais, atitudinais e de movimento que produziram e/ou mantêm os desequilíbrios. Como resultado, diminui-se a sobrecarga de peso e compressão da coluna, que passa a ter mais espaço, maior mobilidade, maior capacidade de adaptação e, consequentemente, menor rigidez e menos riscos de “travamentos” e outras lesões.

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